Não escolhi a data de minha viagem por acaso.
Além de todo preparo físico que preciso ter, tenho uma empresa recém-nascida que ainda precisa de todo meu 100%.
Preciso de tempo para minha preparação e organização e acredito que dois anos sejam o suficiente.
Já esperei dez e mais dois não significa um grande sacrifício.
Setembro é outono na Europa e um dos melhores períodos para a viagem em termos climáticos.
Como preciso de resistência e um fôlego melhor (hoje não consigo correr nem um minuto completo sem deixar o pulmão para tás), começarei com um preparo físico e aeróbico, que tomará o primeiro ano.
No segundo ano, irei direcionar melhor o meu treinamento. Minha ideia é fazer trilhas e caminhadas mais intensas com equipamentos parecidos com os que usarei no Caminho de Santiago.
E enquanto isso, em paralelo, trabalharei em meus projetos e consolidarei a minha empresa para poder então tirar um tempo maior do que uma semana de férias sem preocupação. Há quase 2 anos não consigo parar um final de semana para ver a praia e entendo que este é o momento em que estou vivendo e preciso me dedicar. Tenho paciência para isso.
Não quero que o cansaço, problemas físicos e profissionais limitem minha viagem.
Se for fazer, quero fazer direito. O objetivo final é Santiago de Compostela, a capital de Galícia, mas ele começou há dez dias, em São Paulo, com toda esta preparação.
Estarei presente 100% neste caminho, do início ao fim, pois o sentido dessa viagem é descobrir o que sou capaz, perceber meus limites se expandindo e reconhecer que todo sonho é possível.
Me reconheço no momento em que decido a caminhada e a preparação no hoje, sinto meus limites expandindo quando consigo voltar do trabalho a pé e mesmo sendo apenas 6 km, sei que o sonho é possível quando na segunda semana de caminhada, diminuo o tempo de uma hora e meia para quarenta minutos.
Todos os esforços trazem resultados neste momento e minha meta agora é reconhecer e comemorar todos eles.
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